Nos últimos tempos, o consumo de água em Moçambique tem aumentado consideravelmente, impulsionado pelo crescimento da densidade populacional e pela rápida urbanização. Esse cenário cria uma maior pressão sobre os recursos hídricos, resultando não só em maior demanda, mas também em desperdício de água.

As mudanças climáticas também agravam este quadro, acentuando as desigualdades no acesso à água, saneamento e higiene, especialmente entre zonas urbanas e rurais.

•⁠ ⁠Nas áreas urbanas, 1 em cada 5 pessoas enfrenta dificuldades no acesso a serviços básicos de água.
•⁠ ⁠Já nas zonas rurais, a situação é ainda mais crítica: 3 em cada 5 pessoas não têm acesso a um serviço básico, comprometendo seriamente o direito à água potável segura.

 
 

Segundo dados do Inquérito ao Orçamento Familiar (IOF) de 2022, cerca de 46% da população moçambicana ainda não tem acesso a níveis básicos de serviço de água potável.
Embora uma parte significativa da população urbana tenha acesso à água, Moçambique perde entre 30% a 60% de toda a água tratada para consumo humano e animal, devido a fugas, má gestão e sistemas ineficientes.

 

Em resposta, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, declarou que é urgente combater estas perdas mesmo que isso signifique abrandar o ritmo dos actuais programas de expansão de acesso à água. Para o ministro, as perdas actuais comprometem seriamente as metas traçadas para garantir o acesso universal ao precioso líquido.

A Grundfos, empresa especializada em tecnologias hídricas, reforça que a solução passa pela implementação de tecnologias sustentáveis, como sistemas de distribuição baseados na demanda real e mecanismos que reduzem significativamente os vazamentos.